A importância da primeira infância para a biografia humana é um dos maiores temas pedagógicos da atualidade. Durante os três primeiros anos a criança aprende mais do que em qualquer outra época da vida e nesta fase ela é, de fato, pura vontade e movimento.

Aprender a andar, falar e pensar são importantes conquistas que ocorrem neste período e os pais devem estar presentes, acompanhando todo o processo de desenvolvimento da criança de forma firme e carinhosa.

A criança pequena é movida por impulsos volitivos muito fortes, que não consegue controlar sozinha, surgindo, muitas vezes, birras e teimosias.

A criança não nasce sabendo, precisa ser educada e este papel cabe primordialmente aos pais, responsáveis por colocar limites, guiando seu filho. Tudo na vida tem limites e sentir frustração e raiva faz parte da educação.

Os pais devem ajudá-la a controlar suas vontades, mostrando o que pode e o que não pode, ensinando a se comportar e não explicando. Mas o que quer dizer isto, afinal?

Imagine a seguinte situação: Uma criança pequena quer subir em uma mesa com tampo de vidro e, obviamente, não pode fazê-lo! Não é necessário explicar para a criança que o vidro quebra, quebrado pode se transformar em cacos pontiagudos e estes podem cortá-la, causando ferimento e dor. Basta olhar a criança nos olhos, com calma e firmeza e dizer: “Em cima da mesa, nem o gato da dona Tereza!” Isto é poético e é dito em uma linguagem que a criança entende. Caso você não tenha uma inspiração basta dizer: “Não faça isto, você não pode subir na mesa!”

É importante lembrar que a criança, nesta fase, ainda não tem consciência para raciocinar, não pergunte se ela quer fazer algo que precisa ser feito, como tomar banho ou ir a algum lugar que ela precisa ir, como consulta médica ou escola, colocar ou tirar o agasalho, apenas diga que é hora de fazer, isto certamente evitará muitos episódios de birras ou teimosias. O neocórtex dela, que é a parte cerebral capaz interiorizar uma informação, julgar e devolver para o mundo, começa a se desenvolver aos sete anos. Até lá ela aprende por imitação e exemplos práticos. Nós somos a lousa da criança.

Estabelecer limites não é tarefa fácil, demanda paciência e firmeza dos pais, que necessitam de intuição, conhecimento, firmeza, coerência, consistência, perseverança e amor.

Porém, se mesmo assim, birras e teimosias estiverem exageradas é hora de se perguntar: A criança tem ritmo? Ele foi respeitado (expansão/contração)? A criança foi exposta à televisão ou outras mídias de entretenimento (tablets, celulares)? Por quanto tempo? (Vide texto anterior “A hora de dormir”).

Cabe aos pais, com intuição, conhecer seu filho e buscar guiá-lo da melhor maneira possível, pois criança educada num ambiente de amor e limites cresce com segurança e confiança.

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Birra e Teimosia