(Época de expansão) 

“Eu danço, porque nenhuma parte do meu corpo
 deve ficar sem a vivência do religioso”
Sócrates

O carnaval é a época festiva entre a epifania e a paixão. Como outras tantas festas cristãs são continuações de antigos hábitos pagãos. É uma excelente oportunidade de experimentar algumas fantasias.

Normalmente o ser humano cria uma máscara social a partir dos seis ou sete anos de idade. Esta máscara é a imagem que a criança sente que as outras pessoas esperam dela. É uma proteção que evita uma série de aborrecimentos.

Mas se com o tempo a criança se confundir com a máscara, a proteção vira prisão ou, pior, o adulto se imagina uma outra pessoa, que as condições sociais ou profissionais impõe que ele seja, e que não tem nada a ver com o seu Eu.

Nesses dias, pode-se experimentar uma nova máscara, sem grandes consequências, bastando estar atento para que a brincadeira não exceda limites.

Outro aspecto positivo é a dança. A consciência cria um peso sobre o corpo e acaba por enrijecê-lo. Quando se dança, cria-se um movimento exterior que penetra o corpo e a consciência, diminuindo muitos hábitos e costumes. Não por acaso que as festas e rituais religiosos sempre foram acompanhados por danças. Não dá para pensar em carnaval sem dança.

É com a leveza desses dias, de breves momentos de respiração anímica, que penetramos, rejuvenescidos, na séria época da Paixão e da morte. Antigamente, esta festa com suas máscaras e barulhos, servia também para expulsar ou atrair seres elementais da natureza. Era a época, no hemisfério norte, de mandar o ser do inverno embora e chamar o espírito da primavera. Aqui no Brasil, podemos nos despedir do verão com a brisa do outono que vem chegando.

Por isso, aqui no Jardim das Amoras, vivenciamos e comemoramos o carnaval durante uma semana com muita alegria, cantando trechos de músicas carnavalescas, fazendo bailes e marchinhas, confeccionando máscaras e as crianças podem vir fantasiadas em um dia combinado com as professoras. É uma maneira de dar espaço ao lúdico, experimentar outras individualidades e brincar com humor e leveza.

Fonte:
O Caminho de Cristo – O resgate da magia das festas cristãs – Karin Evelyn Scheven

Época do Carnaval