{"id":2618,"date":"2025-09-22T16:54:42","date_gmt":"2025-09-22T19:54:42","guid":{"rendered":"https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/?p=2618"},"modified":"2025-09-22T16:54:42","modified_gmt":"2025-09-22T19:54:42","slug":"o-plantador-de-tamaras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/links\/blog\/o-plantador-de-tamaras\/","title":{"rendered":"O Plantador de T\u00e2maras"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Vin\u00edcius Alves. 03\/09\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-ast-global-color-1-color\">\u201cCrian\u00e7as s\u00e3o as mensagens vivas que enviamos a um tempo que n\u00e3o veremos.\u201d (POSTMAN, 1982)<\/mark><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a primeira frase da introdu\u00e7\u00e3o do livro O Desaparecimento da Inf\u00e2ncia do jornalista americano Neil Postman, frase essa que retrata poeticamente o que cada crian\u00e7a carrega dentro de si, mas, retrata ainda mais aquilo que n\u00f3s, adultos enquanto indiv\u00edduos e sociedade entregamos \u00e0s crian\u00e7as para um futuro que, na maioria das vezes, n\u00e3o veremos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"123\" src=\"https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Image_8in5qp8in5qp8in5-300x123.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2620\" style=\"width:1199px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Image_8in5qp8in5qp8in5-300x123.png 300w, https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Image_8in5qp8in5qp8in5-1024x419.png 1024w, https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Image_8in5qp8in5qp8in5-768x314.png 768w, https:\/\/jardimdasamoras.com.br\/amoras\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Image_8in5qp8in5qp8in5.png 1484w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 algo profunda e intrinsecamente presente em nossa sociedade. Naturalmente enquanto observadores e \u201cvivenciadores\u201d do mundo aprendemos o tempo todo. Por\u00e9m, quando pensamos na ideia de uma educa\u00e7\u00e3o formal, em sua forma mais simples, existindo o encontro de duas pessoas essa educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel e t\u00e3o verdadeira quanto qualquer outra forma de educa\u00e7\u00e3o formal. Um educando e um educado que, no devir dessa educa\u00e7\u00e3o, constantemente trocam de papel, fazendo com que ambos assumam o papel de educador e de educando. O educador \u00e9 ego\u00edsta no momento em que, ao ensinar, aprende, ao mesmo tempo em que \u00e9 altru\u00edsta ao assumir que aquele ao qual ensina sabe coisas que ele mesmo n\u00e3o sabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa troca constante o professor imprime parte de si no seu aluno e, levando para al\u00e9m da escola, n\u00f3s todos, como adultos e sociedade, imprimimos em nossas crian\u00e7as atos, pensamentos, sentimentos, emo\u00e7\u00f5es&#8230; cada impress\u00e3o desabrochar\u00e1 em um ser humano que muitas vezes nunca mais veremos e em um futuro que, como todo futuro, sequer existe. E, mesmo com todo esse pensamento, ouvimos por a\u00ed pessoas dizendo que n\u00e3o carregam mais consigo a esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O que melhor representa a esperan\u00e7a do que a escola? Ainda mais se olharmos para a educa\u00e7\u00e3o infantil. Diferente da aquisi\u00e7\u00e3o de um produto que em sua cadeia de produ\u00e7\u00e3o e consumo oferece uma garantia f\u00edsica e concreta daquilo que est\u00e1 sendo adquirido, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o possui garantia nenhuma! Para alguns isso pode parecer um pouco assustador, afinal estamos em uma \u00e9poca em que confian\u00e7a deixou de ser foco prim\u00e1rio. O que antes era combinado com apertos de m\u00e3o ou trocas orais agora carece de \u201cn\u201d confirma\u00e7\u00f5es escritas, digitalizadas, convencionadas e rastreadas para que tenhamos a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a naquilo que adquirimos. Mas e a educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o campo das artes, quando falamos de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o falamos de produtos. N\u00e3o compramos algo, confiamos. Mas confiamos em que? Curiosamente&#8230; n\u00e3o sabemos ao certo. Confiamos em algo bom, em algo positivo para o desenvolvimento da crian\u00e7a que ali confiamos (desenvolvimento esse que muitas vezes sequer sabemos como e de que forma ocorre).<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia h\u00e1 diversos \u00edndices, bases, documentos que apresentam aquilo que \u00e9 desej\u00e1vel que as escolas ofere\u00e7am e promovam para as crian\u00e7as nas diferentes etapas da vida. No Brasil h\u00e1 primeiramente a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) que, em suas pr\u00f3prias palavras \u201cestabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Junto dessa Lei maior, h\u00e1 documentos como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que, por sua vez, apresenta um conjunto de normas org\u00e2nicas e progressivas de aprendizagem que toda crian\u00e7a deve desenvolver durante a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Outro documento famoso para quem estuda educa\u00e7\u00e3o no Brasil s\u00e3o os Par\u00e2metros Nacionais Curriculares, que precederam a BNCC com um conjunto flex\u00edvel de diretrizes e refer\u00eancias para a qualidade da educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Esses documentos servem como um esqueleto da educa\u00e7\u00e3o, apontando uma dire\u00e7\u00e3o na qual as coisas precisam seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, vamos usar a 1\u00aa compet\u00eancia geral da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica presente na BNCC como exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-ast-global-color-1-color\"><em>Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente constru\u00eddos sobre os mundos f\u00edsico, social, cultural e digital<br> para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e<br> colaborar para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa, democr\u00e1tica e inclusiva.<\/em><\/mark><\/p>\n\n\n\n<p>Amplo n\u00e3o? Imaginem voc\u00eas como pais chegando para matricular seus filhos em uma escola com a exig\u00eancia de que seu filho ir\u00e1 aprender a utilizar conhecimentos historicamente constru\u00eddos para que ent\u00e3o ele seja capaz de continuar aprendendo para colaborar com uma sociedade justa, democr\u00e1tica e inclusiva. \u00c9 uma exig\u00eancia razo\u00e1vel, n\u00e3o? Afinal, \u00e9 desej\u00e1vel e esperado que nossas crian\u00e7as conquistem tais capacidades e com uma qualidade que lhe permitam serem justas, corretas, \u00e9ticas etc., mas qual a garantia que temos?<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 antes dito neste texto, escola n\u00e3o d\u00e1 garantia, d\u00e1 esperan\u00e7a! N\u00e3o somos capazes de medir o quanto nossa esperan\u00e7a depositada na escola foi atingida, assim como ao assistir a uma pe\u00e7a de teatro. Posso sair descontente, provocado, feliz, surpreendido, mas como medir o que aconteceu? E para al\u00e9m de como medir, como saber o quanto disso surge da escola enquanto institui\u00e7\u00e3o? O quanto disso surge das pessoas que fazem parte dessa institui\u00e7\u00e3o? O quanto disso surge por quem eu sou? O quanto disso surge por expectativas sociais que possu\u00edmos quanto indiv\u00edduos? A complexidade daquilo que \u00e9 produzido na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa ao ponto de n\u00e3o ser palp\u00e1vel, n\u00e3o ser mensur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>As formas que usamos para medir o desenvolvimento educacional muitas vezes nos mostram muito pouco, isso quando n\u00e3o nos mostram nada. Fazer uma prova de matem\u00e1tica nos padr\u00f5es tradicionais realmente nos mostra se aquele ser humano \u00e9 capaz de entender, compreender e expressar o que se \u00e9 esperado? Quantos de n\u00f3s n\u00e3o respondemos quest\u00f5es do vestibular que, se preguntados hoje, n\u00e3o fazemos ideia de como responder? E, principalmente, como podemos, atrav\u00e9s de provas tradicionais, medir a qualidade daquilo que est\u00e1 sendo ensinado? Como medir justi\u00e7a, \u00e9tica, gentileza, fraternidade? Como medir o amor, for\u00e7a essa t\u00e3o essencial e t\u00e3o reprimida nos dias de hoje?<\/p>\n\n\n\n<p>Educar n\u00e3o trata de aquisi\u00e7\u00e3o, mas sim de esperan\u00e7a. E n\u00e3o s\u00f3 para as fam\u00edlias, mas tamb\u00e9m para n\u00f3s, profissionais da educa\u00e7\u00e3o. O professor muitas vezes n\u00e3o acompanha a vida daquela crian\u00e7a que ele forma hoje. H\u00e1 uma beleza na Pedagogia Waldorf que \u00e9 a presen\u00e7a de um professor de classe que acompanha a turma durante os 9 anos do ensino fundamental, conhecendo profundamente cada um dos seus alunos em suas capacidades, dificuldades, necessidades, sonhos, habilidades e por a\u00ed vai. Essa \u00e9 uma figura rara, que tem o desafio e o privil\u00e9gio de acompanhar e se responsabilizar por um longo per\u00edodo pelo desenvolvimento de seus alunos, mas, mesmo assim, quando os alunos saem da escola, s\u00e3o muitos que, no decorrer da vida, deixamos de conhecer. N\u00e3o sabemos o que ir\u00e1 florescer daquele aluno que formamos, mas temos esperan\u00e7a. Esperan\u00e7a de que fizemos nosso melhor para que, no seu caminho, eu tenha plantado as sementes necess\u00e1rias para que esse ser humano de seus passos da melhor forma poss\u00edvel. Esperan\u00e7a&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma m\u00e1xima \u00e1rabe que pinta com perfei\u00e7\u00e3o esse trabalho do professor:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-ast-global-color-1-color\">\u201cEra uma vez um anci\u00e3o que plantava t\u00e2maras no deserto. Um dia, enquanto estava concentrado em sua atividade, foi abordado por um jovem, que perguntou:<br>\u2014 <em>Mas por que o senhor perde tempo plantando o que n\u00e3o vai colher?<\/em><br>O jovem sabia que as tamareiras levam entre 80 e 100 anos para produzir seus primeiros frutos. Aquele senhor n\u00e3o viveria para ver o resultado de seu trabalho.<br>O anci\u00e3o ent\u00e3o virou e respondeu assim:<br>\u2014 M<em>eu bom jovem, se todos pensassem como voc\u00ea, ningu\u00e9m colheria t\u00e2maras.<\/em>\u201d<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esperan\u00e7a&#8230; muito daquilo que plantamos na educa\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o tudo, n\u00e3o iremos colher. Essa \u00e9 a beleza e o eterno mist\u00e9rio da educa\u00e7\u00e3o. Mesmo na sociedade dos contratos, na sociedade onde a confian\u00e7a \u00e9 tolice, diariamente confiamos! Fam\u00edlias confiam que fizeram a escolha certa para a educa\u00e7\u00e3o de seus filhos, professores confiam que est\u00e3o fazendo o seu melhor para seus alunos e finalmente as crian\u00e7as, por sua vez, confiam naqueles que a educam. A esperan\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 morta, muito pelo contr\u00e1rio! Pode at\u00e9 se esconder, pode at\u00e9 ser desacreditada em v\u00e1rios momentos da nossa vida, mas, enquanto educarmos, teremos esperan\u00e7a. Esperan\u00e7a essa que se imprime na mensagem ao futuro que n\u00e3o conhecemos, nossas crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vin\u00edcius Alves. 03\/09\/2025 \u201cCrian\u00e7as s\u00e3o as mensagens vivas que enviamos a um tempo que n\u00e3o veremos.\u201d (POSTMAN, 1982) Essa \u00e9 a primeira frase da introdu\u00e7\u00e3o do livro O Desaparecimento da Inf\u00e2ncia do jornalista americano Neil Postman, frase essa que retrata poeticamente o que cada crian\u00e7a carrega dentro de si, mas, retrata ainda mais aquilo que 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